FHC tenta aliviar pressão sobre sua sucessão

O presidente Fernando Henrique Cardoso praticamente definiu o que espera desta fase do debate sobre a sucessão presidencial de 2002 na posse dos novos ministros da Justiça, da Integração Nacional e da Secretaria-Geral da Presidência: que os partidos da aliança que o apóia trabalhem, em primeiro lugar, para reeditar a atual coalizão de governo para quando chegar o momento adequado "nossos partidos encontrem o caminho da União".A manifestação do presidente teve como objetivo aliviar a pressão para que ele antecipe o processo de escolha do candidato do PSDB, que por suposição política, deverá indicar o cabeça de chapa de uma aliança com os atuais parceiros do PFL e do PMDB.Fernando Henrique mostrou no discurso acreditar que a antecipação da escolha de candidaturas prejudicaria o trabalho do governo, nos próximos três ou quatro meses, na formação de um ambiente de otimismo na economia e de um clima que ele julga seria mais apropriado para a escolha de uma candidatura de consenso entre os aliados.O presidente chamou a atenção para o que os agentes econômicos chamam de "descolamento" da economia brasileira do risco de contágio da situação econômica difícil da Argentina. "Olhem os números", pediu o presidente a uma platéia formada basicamente por deputados e senadores, que promoveram um verdadeiro clima de festa política nas posses dos ministros Arthur Virgílio (Secretaria-Geral), Ney Suassuna (Integração Nacional) e Aloysio Nunes Ferreira (Justiça). "Estamos conseguindo o que parecia impossível", disse, ao anunciar que a economia pode crescer até 3% num cenário internacional que, além da crise profunda na Argentina e das dificuldades internas que o próprio Brasil enfrentou este ano, é de baixo crescimento da economia norte-americana.Fernando Henrique observou que os mercados confirmam a crença nos bons fundamentos da economia brasileira quando promovem queda nas taxas de juros futuros e abrem espaço para a retomada do processo de redução da taxa básica de juros da economia definida pelo Banco Central.

Agencia Estado,

14 de novembro de 2001 | 20h32

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