'FHC tem mais escolaridade, mas sei governar melhor', diz Lula

Presidente responde à fala de FHC, segundo a qual País deve ser governado por quem 'não despreze educação'

27 de novembro de 2007 | 21h15

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva respondeu às declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, segundo a qual o País precisa ser liderado por quem fale "bom português", e não por "gente que despreza a educação, a começar pela própria. FHC fez a afirmação na semana passada sem citar o nome de Lula.  Em entrevista ao Jornal da Record nesta terça-feira, 27, Lula relutou em responder, mas foi direto. "É verdade que ele teve mais anos de escolaridade que eu, mas é verdade que eu sei governar melhor que ele", declarou. Lula disse que, "obviamente", não é possível comparar a educação e a formação intelectual do ex-presidente com a sua, mas ele insistiu em outro tipo de comparação. "A resposta a ser dada a ela não vai ser da minha boca. Quando terminar meu mandato, em 2010, 190 milhões de brasileiros e quem mais quiser vão fazer uma investigação sobre o que o Fernando Henrique fez na educação em oito anos e o que eu fiz". O presidente também disse que o exemplo que dará quando deixar a presidência será mostrar que é possível "cumprir seu mandato, fechar a boca e deixar o outro trabalhar". Eleições Lula disse ser muito precipitado discutir agora um nome para sua sucessão e afirmou que só vai pensar nisso em 2009. Ele reiterou não ter candidato. Ele prometeu tentar construir uma candidatura única entre os partidos aliados, mas que se isso não for possível, cada partidos sairá com seu candidato. "Aí nós vamos ver o que vai acontecer". Transposição Indagado sobre a greve de fome que o bispo de Barra (BA), d. Luiz Flávio Cappio, realiza em protesto contra a transposição do rio São Francisco, o presidente disse que as obras vão continuar, pois não tem dúvidas entre ficar ao lado de 12 milhões de nordestinos ou ceder às pressões do religioso. Lula pediu a d. Luiz Cappio que reveja sua posição e considerou a greve de fome "um ato impensado". Violência urbana Lula, que na próxima sexta-feira subirá o morro no Rio, visitando o complexo Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, considerou controvertida a questão da violência envolvendo a ação policial. Ele argumentou que os policiais também vão para a rua com medo e defendeu rigor no combate a criminosos. "Eu acho que a polícia tem que agir com rigor, porque sem rigor ela perde a guerra", enfatizou.

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