FHC sinaliza pré-candidatura de Aécio Neves

O presidente Fernando HenriqueCardoso lançou hoje, de forma sutil, o presidente da Câmara,Aécio Neves (PSDB-MG), como mais um pré-candidato de seu partidoa sucedê-lo. O sinal do presidente ficou claro quando explicouporque convidou Aécio a acompanhá-lo na visita ao presidenteGeorge W. Bush, quinta-feira, e à abertura da Assembléia-Geralda ONU no sábado. Disse que sua presença imprimia um caráter decoesão entre o Legislativo e o Executivo em relação à estratégiado País de inserção mundial e aos seus apelos por umaglobalização mais solidária e democrática.O presidente admitiu ainda que fez questão de apresentar Aécio avários chefes de Estado com quem se encontrou ontem, no prédioda ONU. A inclusão do deputado entre os pré-candidatos do PSDBocorre dois dias depois de Fernando Henrique ter pedido a Aécioque interviesse na disputa entre os dois principais concorrentes, o ministro da Saúde, José Serra, e o governador do Ceará, TassoJereissati, para evitar o racha do partido.O sinal de FHC ficou claro quando justificou o convite para opresidente da Câmara acompanhá-lo em sua visita ao presidentenorte-americano, George W. Bush, na última quinta-feira, e emsua participação na abertura da Assembléia Geral da Organizaçãodas Nações Unidas (ONU), anteontem. Em sua avaliação, a presençade Aécio imprimiria um caráter de coesão entre o Legislativo e oExecutivo brasileiros em relação à estratégia do País deinserção mundial e aos seus apelos por uma globalização maissolidária e democrática.O próprio presidente admitiu que fez questão de apresentar Aécioa vários chefes de Estado com quem se encontrou ontem, no prédioda ONU. À noite, o deputado seguiu FHC no jantar que ofereceu,conjuntamente com Ricardo Lagos, presidente do Chile, aoslíderes latino-americanos presentes da Assembléia Geral da ONU."Eu fiquei muito satisfeito de o presidente Aécio Neves terestado aqui, ter assistido, ter participado", afirmou. "Euapresentei o presidente da Câmara (aos chefes de Estado).Trata-se de alguém que representa o Congresso brasileiro."A iniciativa do presidente foi avaliada por alguns de seusassessores como uma tentativa de engrossar o debate interno doPSDB sobre o nome que terá condições de conquistar um suportecoeso do partido, de garantir a continuidade da aliançagovernista e, principalmente, de vencer as eleições de 2002.Esses mesmos objetivos haviam sido apontados por Aécio comofundamentais. Ele reiterou várias vezes, na última sexta-feira,que a escolha do PSDB deverá ser feita de forma "serena emadura".Essa tática de acrescentar nomes de pré-candidatos, entretanto,deverá ainda garantir o tempo necessário para o partido fazersua escolha e para o próprio presidente, que pretende anunciarapenas em fevereiro ou em março o seu candidato. Nessemeio-tempo, o desafio será dissipar o impacto negativo de novosconfrontos entre os pré-candidatos sobre a imagem do PSDB.A candidatura do presidente da Câmara chegou a ser cogitada hácerca de três meses, depois de um encontro entre FHC eempresários. A proposta, entretanto, acabou diluída. Na últimasexta-feira, ao falar com a imprensa sobre sua atuação paraabrandar as críticas de Jereissati à suposta opção do presidentepela candidatura de Serra, Aécio Neves admitiu que conta com bomtrânsito no PFL e no PMDB. Ele indicou ainda que não descarta acandidatura da governadora do Maranhão, Roseana Sarney - declaração que deixa margem para sua possível participação nachapa oficial como vice. "Não estou na corrente dos que desdenham a candidatura dagovernadora do Maranhão. Ao contrário. Ela ocupou espaço e deveser respeitada por isso", afirmara, na última sexta-feira.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.