FHC sanciona lei que regulariza rodeios

Só faltaram touros e cavalos para transformar os jardins do Palácio da Alvorada numa autêntica festa de peão de boiadeiro. Ao sancionar a lei que regulariza a promoção de rodeios no País, nesta quarta-feira, o presidente Fernando Henrique Cardoso vestiu chapéu de caubói, viu dezenas de peões atirarem seus chapéus ao alto em sua homenagem e assistiu a uma apresentação de dança folclórica. "Rodeio não é para maltratar o animal, o rodeio não é para desconsiderar o peão. Rodeio é uma coisa de quem tem afeto pelo animal e que tem que ser tratado com carinho", discursou Fernando Henrique. Ele admitiu ter ficado encantado com a beleza da rainha e das princesas da Festa de Peão de Boiadeiro de Barretos (SP), com quem posou para fotos.A lei é resultado de projeto do deputado Jair Meneguelli (PT-SP) e busca pôr fim às freqüentes ações na Justiça, movidas por entidades de defesa dos animais, proibindo a realização de rodeios. Segundo o presidente da Confederação Nacional de Rodeio, Roberto Vidal, o setor gera 3 milhões de empregos e atrai um público de 45 milhões de pessoas por ano, em cerca de 1,8 mil eventos no País. A lei disciplina o uso de esporas e cedem - tira que aperta a virilha do animal e o faz pular -, mas não impede sua utilização. Da mesma forma, determina que uma ambulância fique de plantão durante as provas e que um veterinário cuide da segurança e saúde dos animais. A profissão de peão foi regulamentada no ano passado, na condição de atleta. Existem cerca de 6 mil peões no Brasil.

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