FHC responde a críticos do atual modelo econômico

O presidente Fernando Henrique Cardoso abriu a feira da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) com uma veemente defesa dos avanços ocorridos nos Plano Real e o modelo adotado em seu governo para a economia brasileira. Fernando Henrique dirigiu-se aos críticos do modelo econômico atual dizendo que "há tantas críticas infundadas e ignorância sobre o que ocorre na economia brasileira?. ?Ouço todos os dias uma série de jargões que não respondem ao que ocorre no País. É bom que exista o debate, mas uma coisa é debater política e outra é negar a realidade. A cegueira não ajuda.", disse o presidente. "Falam de outro modelo, mas qual seria? De obstáculos ao desenvolvimento, desfavorável ao investimento, aumentando a exclusão? Todos os dados hoje mostram que estamos indo em direção à inclusão e universalização". Fernando Henrique tocou até mesmo na polêmica paternidade do Plano Real ao dizer que, quando foi elaborado, foi chamado de ?Plano FHC?. Segundo ele, naquela época havia pedidos insistentes de vários setores da sociedade pelo congelamento de preços e punição a supermercadistas, mas essa mentalidade está no passado e, segundo o presidente, é lá que deve permanecer. Fernando Henrique afirmou que a economia do País registrou um crescimento acumulado de 31% entre 1993 e 2001. Segundo ele, isso significa uma média anual de crescimento de 2,7% a 3%. ?Baixa para o que queremos, mas contínua", disse. O presidente salientou que, desde o início do Plano Real não houve nenhum ano com crescimento negativo do PIB brasileiro. FHC citou também as mudanças ocorridas na balança comercial e referiu-se à sua frase "exportar ou morrer", citada na posse do ministro Sergio Amaral no ano passado, e que provocou polêmica na ocasião. "Essa não era uma frase de efeito, mas uma necessidade imperiosa do Brasil". O presidente citou a expectativa de superávit de US$ 8,5 bilhões na balança este ano, ante US$ 2,6 bilhões no ano passado, como "uma mudança radical, uma reviravolta completa" na área de comércio exterior. Para o presidente, todos esses números mostram avanços ocorridos no Brasil nos últimos 10 anos, quando, segundo ele, a qualidade dos empresários, trabalhadores e da própria sociedade melhorou em consequência da conquista da estabilidade. "O governo não tem medo de cara feia e sabe que está fazendo o melhor para o Brasil", disse.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.