FHC reage contra ameaça de nova CPI

O presidente Fernando Henrique Cardoso reagiu com ênfase às denúncias de corrupção contra o governo e pediu apoio político de seus aliados no Congresso para evitar a instalação de uma CPI no Senado. Num discurso duro, mas defensivo, que encerrou a Convenção Nacional do PSDB, o presidente disse que há limites para a infâmia, responsabilizou indiretamente o PFL pela crise energética no País e criticou os juízes que emitem opiniões sobre as medidas de racionamento adotadas pelo governo antes mesmo de conhecê-las.Aproveitando a platéia de tucanos, Fernando Henrique rechaçou qualquer tentativa de manchar a memória do ex-ministro das Comunicações, Sérgio Motta, morto em 1998. A privatização das telecomunicações é um dos itens listados pela oposição para a CPI da Corrupção. "Não me venham querer sujar a privatização da telefonia", disse, acrescentando que o governo reagirá à infâmia com repulsa. "Fizéssemos nós na energia o que tinha sido feito na telefonia, hoje estaríamos melhor. Mas não foi o PSDB que lá esteve", acusou.Fernando Henrique defendeu as medidas de racionamento de energia anunciadas na sexta-feira. "Vamos ganhar a batalha da energia, discriminando sim, cobrando mais dos ricos e nada dos pobres", ponderou. "É por isso que gritam, as vozes que hoje falam e reclamam são as que vão aos tribunais, pedir direitos que não têm e estranho que os juízes comecem a falar hoje antes de ver o texto."

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