FHC reafirma apoio aos Estados Unidos

. O presidente Fernando Henrique Cardoso disse, em entrevista coletiva, que torce para que um eventual ataque ao Afeganistão não atinja populações civis, mas admitiu que isso será difícil. Ele reafirmou seu apoio aos Estados Unidos quanto a um eventual ataque ao Afeganistão. Fernando Henrique ponderou ainda que não há sequer uma guerra contra uma nação. "Você está punindo os terroristas - e isso tem que ser feito", afirmou, observando que o Talibã não tem condição moral para dirigir um país num mundo civilizado. "Estamos todos caminhando num fio da navalha", disse ele. O presidente fez questão, no entanto, de diferenciar a guerrilha colombiana do terrorismo, mas considerou inaceitável o atentado que vitimou a ex-ministra da Cultura da Colômbia, Consuelo Araujonoguera, depois de ter sido seqüestrada pelas Forças Armadas Revoluncionárias da Colômbia (Farc). Filiação do MalanO presidente ponderou também que ainda faltam quatro dias para filiação partidária, quando questionado se o ministro da Fazenda, Pedro Malan, iria filiar-se ao PSDB até sexta-feira. "O dia 5 está chegando, mas não chegou, vamos esperar", afirmou o presidente. Ele disse ainda que não tem medo de pressão política às vésperas das eleições presidenciais do ano que vem, porque, segundo ele, o Brasil é um país experiente em enfrentar situações de crise. O presidente lembrou que está completando, hoje, seis anos e nove meses de governo, e em todos os anos houve crise: a do México, a da Ásia, a da Rússia, a da Argentina, a do próprio Brasil e, agora, a mundial após os atentados terroristas do dia 11 passado. Segundo Fernando Henrique, em todo esse tempo, o Brasil conseguiu superar as crises. Ele disse que, agora, "é evitar a volatilidade da taxa de câmbio e aumentar as exportações".

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