FHC quebrou o Brasil, diz Genro

O ministro da Educação, Tarso Genro, rebateu hoje as críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é incompetente. Segundo Genro, o ex-presidente deixou o País "em uma situação econômica dramática". "Não se pode dizer propriamente que tenha sido um presidente competente", afirmou. Ele classificou as críticas de FHC como "uma ação oposicionista legítima de demarcação política de um presidente que deixou o Brasil financeiramente quebrado e que tenta desviar sua responsabilidade, imputando ao governo Lula precisamente as tragédias que seu governo nos legou".Ao comentar a declaração de Fernando Henrique de que o governo Lula tem vínculos com o atraso, Genro disse que a base oligárquica do governo do ex-presidente e suas relações com o Congresso foram tipicamente vinculadas ao atraso, razão por que ele não pôde cumprir o seu programa de governo. "Acho que é um ataque político que ajuda o debate, de uma parte e, de outra parte, já coloca Fernando Henrique como pretendente a presidente da República", disse. A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), disse que não entende a lógica das acusações feitas pelo ex-presidente. Segundo ela, não se pode denominar de incompetência a geração de quase 2 milhões de empregos, a retomada do crescimento do PIB em torno de 5%, com perspectiva de repeti-lo em 2005, os resultados do crescimento industrial e do recorde das exportações. "Eu não consigo entender a partir de que lógica ele está tirando este adjetivo que não ajuda em nada para concretizar, para ajudar, o crescimento econômico do País", disse. O deputado Paulo Delgado (PT-MG) disse que Fernando Henrique Cardoso foi "exagerado" nas críticas que fez ao PT e ao governo Lula. "Toda crítica exagerada perde o objetivo. O presidente Fernando Henrique Cardoso governou por dez anos, considerando os dois anos do governo Itamar, e sabe, também, onde foi incompetente", afirmou. O deputado Walter Pinheiro (PT-BA) avaliou que toda pessoa que quer preparar seu retorno atira para ver se consegue abrir mais espaço. "Ele está de franco-atirador. Não tem mais responsabilidade com nada", disse. O presidente da Casa, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), evitou fazer comentários.

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