Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

FHC propõe a presidente união por ‘reconstrução’

Temer recebeu ex-presidente, que descreveu quadro econômico do País como ‘degradado’; participaram de almoço Gilmar Mendes e Geddel Vieira Lima

Vera Rosa e Beatriz Bulla /, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2016 | 08h11

BRASÍLIA - Em almoço com o presidente Michel Temer nessa quarta-feira, 12, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que o PMDB e o PSDB devem se manter unidos diante de um projeto de “reconstrução nacional”, e não alimentarem divergências em relação às eleições de 2018 ao Planalto.

Na avaliação de FHC, muitos estão “afoitos” por causa de 2018, mas é “bobagem” desperdiçar energia com esse debate antecipado. “Não podemos ficar discutindo nomes agora”, insistiu. Temer concordou.

FHC foi convidado pelo presidente para uma conversa reservada, no Palácio do Jaburu, como antecipou a coluna Direto da Fonte, de Sonia Racy. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, também estavam presentes.

O ex-presidente disse que o Brasil enfrenta um quadro econômico “degradado”, afirmou ser necessário mexer na Previdência, cortando privilégios, e aconselhou Temer a “falar mais” com a população. A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 241, que limita o aumento dos gastos públicos por 20 anos, foi avaliada como importante sinal de que o governo tem força para pôr em prática o plano de recuperação da economia. A PEC passou com 366 votos na Câmara, na segunda-feira, e será submetida a uma segunda votação no dia 24. Depois, seguirá para o Senado.

Jantar. Temer contou a FHC que pretende promover um jantar com senadores aliados, nos mesmos moldes do que foi organizado com deputados, no dia 9.

As eleições municipais também fizeram parte da conversa. O PSDB venceu a disputa para a Prefeitura de São Paulo, com João Doria, desbancando o PT. Temer recordou ali o ótimo relacionamento que tem com Doria.

“Foi um encontro de velhos amigos”, resumiu Geddel. Presidente do TSE, Mendes manifestou preocupação com a reforma política em debate no Congresso e disse ser necessário encontrar uma forma “eficaz” de financiamento nas campanhas. O número excessivo de partidos foi criticado por todos.

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