FHC promete na TV fim da crise energética

A publicidade partidária gratuita do PSDB na TV, exibida nesta quinta-feira, em rede nacional, deixou no ar a promessa do presidente Fernando Henrique Cardoso do fim da crise energética. "A crise de energia será resolvida", afirmou o presidente. "Não vou deixar esse problema para meu sucessor." Fernando Henrique também prometeu um maior crescimento econômico e a continuação dos projetos sociais. "Não estou falando apenas em matar a fome, mas de garantir mais acesso à educação e à saúde", destacou. "Estou confiante. Ao contrário da maioria dos países, o Brasil vai crescer este ano. É pouco, mas vamos crescer."Na avaliação do presidente nacional do partido, deputado José Aníbal (SP), apesar da liderança do presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, nas pesquisas para presidente e do avanço da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), a publicidade partidária gratuita na TV mostrou que os tucanos não estão na defensiva. "O presidente está com uma atitude bastante ofensiva e vai avançar cada vez mais", disse Aníbal. "Que ninguém se iluda. Quando surgir o candidato do PSDB, ele sairá muito forte."EstadosEnquanto não sai o nome do candidato, Fernando Henrique continua sendo o maior cabo eleitoral da legenda. Uma fita de cinco minutos de duração, com a participação de Aníbal e Fernando Henrique, será enviada aos diretórios regionais para que seja incluída na publicidade partidária gratuita da sigla em cada Estado. Além de ressaltar as conquistas do governo federal, o filme destacará as realizações nas unidades da federação. "Muitas vezes, essas obras, feitas com dinheiro federal, são assumidas pelos governadores da oposição", disse Aníbal. "Nossa idéia é fortalecer o partido nesses Estados e mostrar para a população que as obras são uma realização do PSDB."Para ele, a oposição teve a chance, no fim do primeiro semestre, quando tentou acuar o governo no episódio da comissão parlamentar de inquérito (CPI) da corrupção. "Tentaram emparedar o governo, mas quebraram a cara", afirmou. "Agora, o governo já se recompôs e quem está na defensiva são eles."

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