FHC prega pacificação do PSDB para eleições em 2010

Ex-presidente diz apoiará nome que partido escolher para suceder Lula, mas quer concórida entre tucanos

Elder Ogliari, de O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2008 | 19h57

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que seu candidato à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva em 2010 será aquele quer resultar da pacificação do PSDB.  O termo foi usado ao final de uma cerimônia na qual o líder tucano recebeu a Comenda do Ponche Verde do Estado do Rio Grande do Sul e foi chamado de "pacificador" pela governadora Yeda Crusius (PSDB), nesta segunda-feira, em Porto Alegre. Pressionado pelos repórteres a manifestar sua preferência, Fernando Henrique Cardoso saiu pela tangente, dizendo que vai apoiar o nome que o PSDB escolher, mas aproveitou a circunstância para dar a entender que espera que haja concórdia entre os tucanos. "Eu sou um pacificador, já disseram por aí", brincou, referindo-se ao discurso de Yeda. "Eu quero a pacificação e quem for o resultado da pacificação será o meu candidato". Fernando Henrique Cardoso destacou ainda, que, quando era presidente, só declarou voto uma vez, para o candidato do partido à prefeitura de São Paulo, e que, pelo mesmo motivo, não vai opinar sobre outras eleições. "Eu apóio o PSDB", resumiu, referindo-se à sucessão na capital paulista, com a ressalva de que não vai fazer campanha. Yeda A passagem pelo Rio Grande do Sul acabou servindo também de apoio à governadora Yeda Crusius, fustigada pela oposição por suposta participação ou omissão de integrantes de sua equipe na fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran e pressionada a esclarecer que a compra de sua casa, por R$ 750 mil, em 2006, não teve irregularidades. Ao abordar o assunto, proposto pelos repórteres, Fernando Henrique Cardoso defendeu a apuração completa de qualquer suspeita de irregularidades envolvendo a administração gaúcha e, ao mesmo tempo, manifestou confiança em Yeda. O ex-presidente chegou a lembrar que na campanha presidencial de 1994 não quis explorar politicamente questionamentos que se faziam à época sobre a compra de um apartamento por seu concorrente Luiz Inácio Lula da Silva. "Eu não acho que ele seja uma pessoa que não tem uma vida correta", comentou. "A mesma coisa eu digo da governadora Yeda. Eu acho que ela tem uma vida correta".

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