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FHC pede maior auto-estima para os brasileiros

O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou hoje que as crises são assustadoras apenas para aqueles que estejam despreparados para enfrentá-las e declarou estar confiante na capacidade de reação do Brasil às turbulências que vêm de fora. Durante visita à cidade de Nova Lima, na zona metropolitana de Belo Horizonte, o político tucano voltou a pedir mais auto-estima para os brasileiros e reafirmou que o combate à pobreza é uma das mais importantes prioridades de seu governo. "A crise não nos deve assustar, a menos que não estejamos preparados para ela", disse o presidente. "Ninguém é capaz de reagir se não tiver uma estratégia, um objetivo. Se não tiver um objetivo não adianta, se perde, porque nenhum caminho leva a nada", acrescentou.Diante de uma platéia de políticos e empresários, Fernando Henrique fez uma avaliação pessimista da vida. "O mundo é aspero muitas vezes. Nem sempre, nem todo o tempo, mas muitas vezes é áspero", filosofou. "Não adianta simplesmente lastimarmos a aspereza da vida, é preciso fé, convicção e o saber para que possamos, a despeito das ameaças e das crises, avançar". Segundo ele, independente do tamanho dos problemas, o brasileiro deve contar consigo mesmo. "Há que aumentar a nossa auto-estima, há que cada vez mais acreditar em nós próprios, não com arrogância, mas tendo a convicção de que nós vamos superar as dificuldades".Dias após o governo brasileiro anunciar um novo socorro financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI), o presidente frisou que o Brasil mudou e que hoje tem objetivos muito mais claros: "Nós queremos mais eficiência, mas também queremos mais amor. Nós queremos mais competição, mas também queremos mais coesão". Ele inaugurou o novo campus da Fundação Dom Cabral, um centro de capacitação profissional internacional voltado a executivos e empresários e especializado na criação de modelos de gestão empresarial. O governo federal, por intermédio do Ministério da Educação, investiu parte dos R$ 20 milhões destinados à obra do novo campus.Fernando Henrique admitiu que ainda persiste a desigualdade social no País, mas fez questão de frisar que a prioridade do governo é o combate à pobreza. "É preciso não confundir desigualdade com pobreza, pois são coisas diferentes; A luta principal no Brasil é contra a pobreza, para que nós tenhamos essa dimensão humana e uma nova sociedade". Segundo ele, um país africano deve ter um nível de desigualdade menor que o do Brasil porque a pobreza é generalizada. "O que mede o nível de desigualdade é a diferença entre pobres e ricos. Onde todos são pobres, o nível de desigualdade é menor", explicou, ressaltando que nos Estados Unidos e Inglaterra a desigualdade social tem aumentado porque os dois países estão enriquecendo muito depressa. "É bom diminuir a desigualdade, mas o fundamental é acabar com a pobreza".

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