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FHC negocia com editora lançamento de mais um livro

Se depender do agente literário George Legmann, o presidente Fernando Henrique Cardoso será autor de um best seller em 2003. Ele negociou o contrato assinado com a Editora Record, que lança, em julho do ano que vem, pelo selo Civilização Brasileira, o livro "A Arte da Política", um ensaio teórico ilustrado com situações vividas por Fernando Henrique no exercício do poder. "Prevemos uma tiragem de, no mínimo, seis dígitos (cem mil exemplares)", diz Legmann, especializado em presidentes e políticos, no Brasil e no exterior. "Existe um rascunho, mas o texto definitivo será escrito depois que ele deixar a Presidência." O próximo livro será sobre a globalização e o papel do Brasil nesse processo. "Não é continuação de Dependência e Desenvolvimento na América Latina, mas terá o texto como base."A Record trabalha com números bem mais modestos que o agente. Segundo a editora-chefe, Luciana Villas-Boas, o livro de Fernando Henrique deve ter tiragem inicial entre 8 mil e 10 mil exemplares - números robustos para a literatura acadêmica.Segundo ela, o próprio presidente escolheu o selo Civilização Brasileira, por se identificar com arte e ciências sociais, com orientação centro esquerda. "Esse era o nome da editora fundada por Ênio Silveira nos anos 60 e hoje é um selo nosso", explicou ela. "A negociação com o presidente foi rápida, durou cerca de um mês e meio e prevê, para 2004, um segundo livro que será uma reavaliação de sua principal obra, Dependência e Desenvolvimento na América Latina."A editora e o agente literário não revelam as bases financeiras do contrato. Mas há comentários de que o adiantamento foi uma quantia alta para o mercado brasileiro e mediana para o internacional. A porcentagem sobre o preço de capa também não foi revelada. No contrato padrão, são 10% para o autor, mas escritores consagrados negociam cifras muito maiores.Sociólogo e professor universitário, Fernando Henrique escreveu 28 livros, sozinho ou em parceria. O mais conhecido é "Dependência e Desenvolvimento na América Latina", de 1970, com o sociólogo chileno Enzo Faletto, que não participará da versão a ser lançada em 2004. Contados os artigos em coletâneas e publicações especializadas, a cifra passa de 30.ReediçãoNem o Departamento de Documentação Histórica daPresidência informa quantos exemplares foram vendidos até hoje. Legmann esclarece que "Dependência" foi traduzido para 20 idiomas, com uma tiragem de 2 mil exemplares em cada uma. Segundo a editora Paz e Terra, que detém os direitos de setetítulos de Fernando Henrique, o mais vendido deles (9.500exemplares) é Capitalismo e Escravidão no Brasil Meridional. Do mais recente, O Mundo em Português: um Diálogo, de 1998, foram vendidos 2 mil exemplares.O contrato com a Record não prevê o lançamento do livro noexterior, mas Legmann contou que já negocia traduções em pelo menos cinco idiomas, já que os livros de Fernando Henrique normalmente têm versões em inglês, francês, espanhol, italiano e alemão. "Desenvolvimento... acaba de ser traduzido para os idiomas russo, eslovaco, romeno e chinês. E ainda este ano terá edições em hebraico, árabe e checo. "No Brasil, já teve nove reedições, sempre com tiragem superior à padrão, além das reimpressões", calcula Legmann. "Seu segundo livro mais vendido no exterior, A Construção da Democracia, de 1986, teve recemente uma tradução em romeno e sairá em breve em sérvio."

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