FHC nega existência de pacote para Argentina

O presidente Fernando Henrique Cardoso negou o conhecimento de algum pacote específico latino ou europeu para uma ajuda financeira à Argentina. No entanto, afirmou que "o Brasil fará o que for necessário e possível para que as ajudas financeiras possam manifestar-se". Nesse sentido, FHC informou que conversará sobre a Argentina com líderes mundiais, como Leonel Jospin, Gerhard Schröder e Tony Blair, durante a reunião que será realizada em Estocolmo sobre governança progressiva (terceira via) nos próximos dias. Indagado pela Agência Estado sobre formas concretas de ajudar a Argentina, o presidente citou como exemplo o avanço no acordo automobilístico para ampliar a compra de automóveis fabricados na Argentina pelo Brasil, além de acelerar o mecanismo de Convênio de Crédito Recíproco (CCR) para restabelecer o fluxo de pagamentos do comércio bilateral. Para isso, os bancos centrais dos dois países já estão em contato. O presidente citou também o protocolo que estabelece intercâmbio na área de ciência e tecnologia com a concessão de bolsas de estudo. O ponto mais importante, porém, destacado pelo presidente, foi a linha de crédito especial do BNDES para financiar empresas brasileiras que queiram investir na Argentina. FHC lembrou que o mesmo tem sido discutido com o Paraguai. "Mas o principal é reativar o comércio e reanimar a economia argentina", destacou Fernando Henrique. Ele disse ainda que quando se discutem os problemas, não são apenas os da Argentina, mas também de "nós mesmos". Porque, segundo ele, os dois países possuem uma corrente de comércio de US$ 11 bilhões. FHC deu essas declarações durante entrevista coletiva na residência oficial de Olivos, ao final da Cúpula do Mercosul.

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