FHC não comenta declarações de Gregori

O presidente Fernando Henrique Cardoso evitou comentar as declarações do ministro da Justiça, José Gregori, que acusou o Judiciário, a OAB e a classe política de não apoiarem a política de combate e prevenção à violência do governo. Por intermédio de seu porta-voz, Georges Lamazière, Fernando Henrique argumentou que passou a quarta-feira "acompanhando o que estava acontecendo no Congresso Nacional". O porta-voz acrescentou que Fernando Henrique "não teve maiores informações" sobre as declarações e a repercussão negativa que causaram no Judiciário. A mesma tática, de ignorar o fato, foi adotada pelo líder do governo no Congresso, Arthur Virgílio (PSDB-AM). "Eu só li as manchetes ( da mídia) e não li o ministro", disse o líder, garantindo que a repercussão das declarações do ministros "não chegaram aos seus ouvidos". O líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), optou por defender seus pares. "O Congresso nunca faltou ao governo", disse. Arruda comentou que a aprovação do projeto que limita o uso de armas de fogo seria uma contribuição a mais. "Mas, obviamente, o Congresso tem contribuído, inclusive com verbas orçamentárias, para o plano (Nacional de Segurança Pública)." Arruda não evitou também uma certa ironia ao ser indagado sobre se as declarações de Gregori não atrapalhavam a relação do Executivo com o Legislativo e o Judiciário. "Qualquer consideração que eu fizesse sobre isso eu também estaria atrapalhando."

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