FHC manda mensagem otimista ao Congresso

Na mensagem encaminhada hoje ao Congresso Nacional, o presidente Fernando Henrique Cardoso admite que a expectaviva de crescimento do PIB em 2001 era de 4% a 5%, mas pondera que, em função da recessão, "em grande parte do mundo desenvolvido, o risco da crise de energia no Brasil e a tensão internacional depois dos atentados contra os Estados Unidos sobressaltaram o País e frustraram parcialmente a expectativa de crescimento". Depois de observar que, no fim do ano passado, os problemas pareciam menores, o presidente afirma que a recessão norte-americana dá sinais de recuperação, o risco da crise de energia foi afastado e os problemas da Argentina tiveram pouco impacto na economia brasileira. "Remando contra a corrente, o Brasil fechou o ano com crescimento de 2% do PIB", recorda. Ele lembra, ainda, que a alta do dólar não fez a inflação disparar e que a entrada de investimentos estrangeiros se manteve "num patamar elevado", acima de US$ 20 bilhões. "As dificuldades superadas em 2001 revigoram nossa confiança no País e em nossa capacidade de enfrentar e vencer outros desafios", observa.BalançoO presidente apresenta também um balanço dos sete anos de seu governo. "Verificamos quanto o Brasil avançou, desde que conseguimos domar a inflação e pôr em marcha as reformas do Estado e da economia", diz. Segundo o presidente, a queda da inflação foi a mudança "mais impactante", tendo sido reduzida de 22% ao mês para uma média de 0,6% ao mês em 2001. O presidente insistiu, também, no que já dissera em seu discurso na última reunião ministerial, realizada semana passada, que o salário mínimo vigente é o mais alto dos últimos 40 anos. E, segundo ele, o ganho do mínimo é maior ainda em relação ao custo da cesta básica. Antes do real, conforme o presidente, um salário mínimo comprava apenas 60% de uma cesta básica. Hoje, compra 120%. Ele afirma, também, que a proporção de pobres na população brasileira foi reduzida de 43% em 1994 para 32% em 2000. Sustenta, ainda, que o aumento da renda dos mais pobres estimulou o mercado interno, provocando aumento da produção de carne, alimentos industrializados e do consumo de cimento, aumentando também a proporção de lares com telefone e eletrodomésticos. Indicadores sociaisAo falar sobre os indicadores sociais, ele afirma que o número de crianças fora da escola caiu de 10% em 1994 para 3% em 1999 "e deve chegar perto de zero em 2002". No ensino fundamental, segundo o presidente, a proporção de crianças mais pobres freqüentando escola subiu de 75% em 1995 para 93% em 1999, enquanto a de crianças analfabetas caiu de 17% em 1995 para 11% em 1999, "tendendo para zero no prazo de cinco anos". Por fim, a mortalidade infantil, segundo dados apresentados pelo presidente, diminuiu de 41 por mil em 1994 para 33 por mil em 2001.

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