FHC inaugura Bolsa-Escola em Capão Bonito na 2ªF

O presidente Fernando Henrique Cardoso entrega na segunda-feira, em Capão Bonito, a 225 quilômetros de São Paulo, os primeiros cartões eletrônicos do Programa Bolsa-Escola, do Governo Federal. O projeto é considerado o mais abrangente da nova agenda social do governo, devendo atingir a maioria dos 5.561 municípios brasileiros. A cidade paulista, de 48 mil habitantes, foi escolhida para o lançamento por ter sido a primeira a ter homologada sua documentação. O município fica no sudoeste paulista, a região com menores índices de desenvolvimento do Estado. O programa beneficiará inicialmente 1.436 famílias e 2.577 crianças com idade entre 6 e 15 anos que freqüentam a escola. O recurso é de R$ 15,00 por criança, podendo chegar a no máximo R$ 45,00 para cada família. O dinheiro será sacado exclusivamente pelas mães, na agência local da Caixa Econômica Federal (CEF). O governo pretende assegurar uma frequência mínima de 85% no ensino fundamental de crianças nessa faixa etária. O prefeito de Capão Bonito, Roberto Tamura (PSDB), disse que, na cidade, a freqüência atingirá 100%. O ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, e o governador Geraldo Alckmin integrarão a comitiva presidencial. O presidente deixa Brasília às 9 horas, chega às 10h20 ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e se desloca de helicóptero para Capão Bonito. A solenidade está marcada para as 11h50 no Clube Kai-Kan. Às 14h30, Fernando Henrique embarca de volta para Brasília. Prefeitos de mais de 60 municípios foram convidados para o evento.Boicote - Os vereadores de Capão Bonito abandonaram a sessão, na última segunda-feira, para não terem que votar projetos concedendo títulos de cidadania ao presidente Fernando Henrique Cardoso e ao ministro da Educação, Paulo Renato de Souza. Os projetos foram apresentados pelo vereador João Maria Luís (sem partido) e, para a aprovação, seriam necessários os votos favoráveis de 12 dos 17 vereadores. Os títulos seriam entregues durante a visita que o presidente e o ministro fazem à cidade na segunda-feira. Quando foi aberta a sessão extraordinária, convocada pelo presidente Antônio Siqueira (PPS), a maioria dos vereadores deixou o plenário. Como não haveria quórum para aprovação, os projetos foram retirados da pauta.

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