FHC homenageia professores do ensino fundamental

Vinte professores de 1.ª a 4.ª série que estimularam o aprendizado, com atividades inovadoras, receberam do presidente Fernando Henrique Cardoso o Prêmio Incentivo à Educação Fundamental 2002, no Palácio do Planalto. Da matemática ao português, eles contextualizaram o ensino com a realidade de suas comunidades, melhorando o desempenho dos alunos.A professora Selma Aparecida Nogueira, de Mato Grosso do Sul, usou a Copa do Mundo como ponto de partida para diversas disciplinas, enquanto Márcia Mandel Testoni, de Santa Catarina, tratou da educação ambiental e da reciclagem, sob o ângulo do "Lixo para a Arte". Para receber o prêmio, os 20 professores - 18 mulheres e 2 homens - superaram 1.195 trabalhos inscritos em todos os Estados, à exceção do Acre.Fernando Henrique destacou os avanços de seu governo na Educação, como a quase universalização do acesso à escola para crianças de 7 a 14 anos. E não poupou elogios ao ministro da Educação, Paulo Renato Souza, presente à solenidade. "Nem sempre as coisas são perceptíveis. É difícil muitas vezes perceber, no momento em que os processos estão ocorrendo, as transformações que efetivamente estão sendo introduzidas", discursou o presidente. "Quando houver a tranqüilidade da história, quando as pessoas puderem analisar com objetividade e não com interesses - legítimos, mas que são interesses políticos -, quando puderem olhar o período em que você foi ministro, vão verificar que realmente não houve ministro que tenha feito mais pela educação no Brasil." Paulo Renato aproveitou para rebater críticas veiculadas durante a campanha eleitoral, de que apesar do crescimento quantitativo, com aumento no número de matrículas, o sistema educacional não teve melhorias de qualidade. Segundo o ministro, esse tipo de análise é próprio do período eleitoral. Ele destacou a diminuição do número de professores leigos, que não cursaram nem o magistério, e o aumento de docentes com curso superior e pós-graduação, tanto na educação básica quanto nas universidades.A entrega da sétima edição do prêmio, em parceria com a Fundação Bungue, ocorreu numa solenidade informal, em que os professores discursaram, tiraram fotos e beijaram o presidente. O mais arrojado foi Claudio de Almeida Cavalcante, de 36 anos, do Rio Grande do Norte, que declamou um poema de sua autoria sobre o nascimento de uma criança. No trecho final do poema, ele declamou: "Olhei para as tetas de mãe e falei: eu não quero só isso não. Eu quero farinha, rapadura e um prato de feijão."

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