FHC fecha com aliados nomes de novos ministros

O presidente Fernando Henrique Cardoso concentra-se amanhã em conversas políticas para fechar o compromisso dos partidos da base aliada ao plano de ação governamental e definir os titulares dos ministérios da Previdência e de Minas e Energia. O principal encontro será com o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), que lidera a ala dos liberais a ser contemplada com as vagas abertas com a saída dos apadrinhados do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). A expectativa é de que Fernando Henrique defina, já nessa reunião, os nomes dos dois futuros ministros, fortalecendo assim a posição de Bornhausen dentro do PFL.Se conseguir fechar os nomes dos substitutos dos "carlistas" Rodolpho Tourinho e Waldeck Ornélas, Bornhausen exibirá seu trunfo na reunião da Executiva Nacional do PFL, marcada para a próxima quinta-feira. Será mais um confronto do dirigente liberal com ACM. As duas alas do PFL vão medir forças. Segundo informou Bornhausen, a decisão será tomada no voto: ou o PFL segue apoiando o governo ou adota uma postura de independência em relação ao Palácio do Planalto. Embora o presidente Fernando Henrique não tenha fechado os nomes dentro do PFL, o nome mais forte para o Ministério da Previdência é do senador José Jorge (PFL-PE), ligado a Bornhausen e ao vice-presidente Marco Maciel. As especulações maiores estão localizadas na pasta de Minas e Energia. O nome do presidente de Furnas, Luis Carlos Santos, chegou a ser cogitado. Nessa articulação, um deputado pefelista seria guindado à liderança do governo na Câmara e Arnaldo Madeira poderia assumir o eventual Ministério do Desenvolvimento Urbano. Essa equação foi discutida em Brasília no fim de semana, mas teria a resistência do PMDB. Os peemedebistas não só querem permanecer na pasta do Desenvolvimento Urbano como cobiçam um dos cargos de líder do governo no Congresso.

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