FHC evita falar sobre ACM e popularidade

Pelo segundo dia consecutivo, o presidente Fernando Henrique Cardoso evitou, hoje, responder a perguntas dos jornalistas credenciados no Palácio do Planalto sobre assuntos polêmicos, transmitidas a ele por seu porta-voz, Georges Lamazière. Hoje, Lamazière, depois de ter consultado Fernando Henrique, disse aos jornalistas que "o presidente não viu (nas perguntas) nada de novo ou relevante para comentar". A maioria das perguntas encaminhadas ao presidente relacionava-se às implicações do discurso que o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) fará amanhã, ao renunciar ao mandato.Os jornalistas queriam saber, por exemplo, a reação do presidente à afirmação de Magalhães de que Fernando Henrique conhecia o conteúdo da lista com os votos dados pelos senadores a favor e contra a cassação do mandato de senador de Luiz Estevão no dia 28 de junho de 2000; à afirmação do senador baiano ao jornal O Estado de S. Paulo, de que o presidente trabalhou por sua cassação; ao fato de Magalhães ter antecipado que citará o presidente da República em seu discurso de renúncia, amanhã; à declaração do senador de que o atual presidente do Senado, senador Jader Barbalho (PMDB-PA), e Fernando Henrique se equivalem em termos de opção política; e ao resultado da pesquisa CNT/Sensus, que mostra queda na popularidade presidencial.

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