FHC é vaiado e critica ACM

Vaiado por um grupo de 50 estudantes da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e defendido por cerca de 4 mil simpatizantes do PSDB, o presidente Fernando Henrique Cardoso aproveitou hoje, em Sinop, a 500 quilômetros de Cuiabá, a provocação dos manifestantes para criticar, indiretamente, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). ?Não tenham dúvidas de que, quando eu calo, não é por temor. Eu calo é por convicção. Eu calo é porque estamos avançando", disse o presidente, em discurso ao inaugurar o programa Telecomunidade na Educação, que destinará R$ 500 milhões para informatizar 13 mil escolas e assegurar que 7 milhões de alunos da rede pública de ensino tenha acesso à internet.Segundo ele, o País precisa de uma fusão de todos os movimentos, daqueles que "criticam, com ou sem razão, com educação ou sem educação."Num palco montado no pátio da escola estadual Nilza de Oliveira Pipino, Fernando Henrique afirmou que é importante que o País tenha rumo. "O presidente Fernando Henrique nunca perdeu o rumo. Posso calar, às vezes. Posso calar, às vezes, porque tenho a responsabilidade histórica como chefe de Estado. Posso ouvir sem responder porque tenho compromisso com o meu País. Porque tenho de levar adiante um programa".Acompanharam o presidente os ministros das Comunicações, Pimenta da Veiga, e da Educação, Paulo Renato Souza, e o advogado-geral da União, Gilmar Mendes.A primeira parte da visita presidencial ocorreu no laboratório de informática da escola, onde Fernando Henrique conheceu os equipamentos e conversou com estudantes que estavam num outro colégio, em Porto Alegre, fazendo demonstração de robô.Neste instante, um grupo de 50 universitários da UFMT ensaiavam uma vaia à comitiva. Veiga, o primeiro a discursar, foi hostilizado. O mesmo ocorreu com Paulo Renato e o governador do Mato Grosso, Dante de Oliveira (PSDB), que foi chamado de "ladrão". Com Fernando Henrique, o comportamento dos estudantes não foi diferente.

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