'FHC é um bom nome' para disputa presidencial de 2014, brinca Alckmin

Governador descartou confirmar intenção de entrar na disputa pela sucessão presidencial

Sandro Villar, especial para O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2011 | 19h39

PRESIDENTE PRUDENTE - Questionado sobre a possibilidade de disputar novamente a Presidência da República em 2014, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, descartou se posicionar sobre essa possibilidade. "Sou candidato a fazer um bom trabalho (no governo de São Paulo), 2014 está longe, tem tempo", afirmou o tucano em Presidente Prudente, onde participou nesta sexta-feira, 1º, de evento com empresários.

 

Quando foi solicitado que sugerisse outro candidato do PSDB para a disputa, Alckmin apontou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que foi homenageado na quinta-feira, 30, em Brasília, pelos seus 80 anos. "Fernando Henrique Cardoso é um bom nome", brincou. Ele acrescentou que considera "patriótico" falar da eleição presidencial agora, mas que "os partidos precisam ser sérios e responsáveis".

 

Durante palestra para cerca de 200 empresários da indústria e do agronegócio na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) regional, Alckmin criticou o câmbio. "É barato importar e caro exportar. O Brasil está um País caro", disse o tucano, que defendeu ajuda do governo às exportações.

 

A tema da reforma agrária também foi comentado pelo governador. Alckmin disse que enviou à Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 578/07, em substituição à lei 11.600. Se aprovada, a nova lei vai regularizar as terras com até 500 hectares, beneficiando os proprietários. Na prática, as áreas não poderão ser invadidas. Foi aplaudido, principalmente pelos ruralistas.

 

Ao ouvir as queixas de um empresário de que as empresas são assediadas por outros Estados, principalmente Paraná e Mato Grosso do Sul, o governador prometeu combater a guerra fiscal. "Já reduzimos o ICMS de 12% para 7%", avisou. Acompanhado por 22 secretários, Alckmin passou por Tupã, onde entregou casas populares e unidades para a Polícia Civil, antes de desembarcar em Presidente Prudente. Ele foi recebido em clima de festa, com dezenas de faixas. Ao todo, 44 prefeitos recepcionaram o governador.

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