FHC e Malan aproveitam 7 anos do real para criticar os "barbudinhos"

Bem menos concorrida que as cerimônias dos anos anteriores, a solenidade para comemorar os sete anos de lançamento do real foi marcada pela simplicidade, longos discursos e escassez de representantes de partidos políticos da base governista. Mas diante desse cenário, tanto o presidente Fernando Henrique Cardoso como o ministro da Fazenda, Pedro Malan, fizeram questão de dar um colorido ao ato e acabaram tornando onipresentes a figura do PT e de seu presidente de honra, Luiz Inácio Lula da Silva, e até da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy. Apesar do discurso contundente, Fernando Henrique preferiu não ser direto e optou por uma metáfora ao referir-se aos integrantes do PT, a quem chamou de "barbudinhos". "Não faltaram os barbudinhos que chamaram imediatamente os tambores para rufar na guerra ideológica", disse Fernando Henrique, ao relatar um episódio da época em que era senador, no qual pedia a inserção do Brasil na economia internacional. Mas antes já tinha sido a vez de Malan trazer à baila o PT. Sem falar o nome de Lula, o ministro aproveitou seu discurso para acusar o "presidente de honra do principal partido comcandidato de oposição", nas eleições de 1994, de fazer análises equivocadas sobre o Plano Real. A lembrança de Malan fez Fernando Henrique esboçar um sorriso. Que também riu quando o ministro da Fazenda citou o discurso de posse de Marta Suplicy, que assumiu à prefeitura paulistana dizendo que "não é possível fazer tudo e que os recursos públicos são finitos".À exceção de ministros de Estado, os representantes de partidos políticos não compareceram ao ato realizado pelo Palácio do Planalto. E os poucos que deram as caras no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília, não ficaram até o fim da solenidade, que durou mais de duas horas. Apenas quatro tucanos foram à cerimônia - o governador do Ceará, Tasso Jereissati, que veio a Brasília para participar do jantar oferecido ontem por Fernando Henrique ao ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, o líder do PSDB na Câmara, deputado Jutahy Magalhães (BA), o senador Teotônio Vilela (AL) e o deputado Márcio Fortes (RJ).

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