FHC e Jader conversaram antes de decisão

Hoje pela manhã, o presidente Fernando Henrique Cardoso obteve uma vitória na articulação montada para impedir a CPI. A bancada do PMDB no Senado decidiu por ampla maioria não apoiar a CPI. Ao mesmo tempo, houve consultas telefônicas entre os integrantes da Executiva nacional do partido, que endossaram a posição da bancada. Antes da reunião, o presidente Fernando Henrique Cardoso teve mais uma oportunidade de mostrar a inconveniência da CPI ao presidente do Senado e do PMDB, Jader Barbalho, que, apesar desse posicionamento do partido, manteve sua assinatura juntamente com outros cinco senadores. O PSDB é o único partido da base aliada que não figura no requerimento, porque nenhum de seus deputados ou senadores assinou a proposta das oposições. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) vocalizará a posição do partido no discurso que fará daqui a pouco no plenário do Senado, apresentando os argumentos contrários a CPI, centrados basicamente na argumentação de que a CPI é inconstitucional e inoportuna. Os demais partidos da base estão alinhando posições, embora dissidências esperadas e já contabilizadas pelo Planalto estejam engrossando a lista dos que aprovam a CPI, tanto na Câmara como no Senado. Se o foco se volta para o PFL, na Câmara, se poderia dizer que a tensão reside nos carlistas - cerca de 20 deputados que seguem orientação do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). Esses parlamentares ainda não assinaram o requerimento e estão se posicionando como "fiés da balança" e aguardam a eventualidade de um "melhor momento" para se posicionarem a favor ou contra a CPI. No Partido Liberal, o PL, as atenções estão concentradas em 20 votos, localizados entre os chamados fiosiologistas do partido. O PMDB, na Câmara, está controlando as assinaturas, que, garantem os líderes, ficarão restritas ao grupo de dissentes tradicionais, em que 12 já assinaram, mas não chegariam a 15 deputados.

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