FHC diz que Brasil tem crescimento sólido

O presidente Fernando Henrique Cardoso reafirmou hoje, em seu discurso de inauguração da fábrica da Peugeot, no Rio, a confiança de que o País terá neste ano um crescimento do PIB superior à inflação na primeira vez "em muitas e muitas décadas". Segundo ele, a inflação deverá atingir 4%, enquanto o PIB terá um crescimento projetado de 4,5%. Para FHC, isso "remete à solidez dos nossos mecanismos de expansão".O presidente destacou que, apesar das altas taxas de investimento estrangeiro no País, o peso do investimento nacional continua muito superior. "No ano passado, atingimos US$ 30 bilhões de investimento externo. Mas se considerarmos que a taxa de investimento no Brasil é de 20% de um PIB de cerca de US$ 600 bilhões, percebemos que a importância do investimento feito por empresas nacionais ainda é muito importante". FHC ressaltou que parte desses investimentos contabilizados como de empresas nacionais é feito por companhias multinacionais instaladas no País. "Também é importante destacar o efeito multiplicador dos investimentos estrangeiros", disse o presidente. FHC observou que o País conseguiu nos últimos anos uma média de investimentos diretos estrangeiros de US$ 2 bilhões por mês, ante uma média de US$ 1 bilhão por ano nos primeiro s anos da década de 90. VitrineFernando Henrique Cardoso disse ainda que seu projeto é "continuar a tornar o Rio a grande vitrine no processo de transformação econômica e social por que passa o Brasil". Fernando Henrique citou alguns dados que mostram a expansão econômica do Rio de Janeiro, tais como o fato de o Estado ter a menor taxa de desemprego do País (5%) e também a expansão do atendimento à população nos serviços de telefonia. "Falta muita coisa, às vezes a linha cai, há apagões, mas estamos avançando", disse.Segundo o presidente, seu governo está dando o apoio necessário para que o Rio avance e esse apoio prosseguirá daqui para frente. "O governo federal não faltou e não vai faltar com o Rio", disse. Lei FiscalO presidente disse estar certo de que "as vozes que se erguem contra a Lei de Responsabilidade Fiscal vão reconhecer os seus méritos". Segundo ele, isso ocorrerá porque os eleitores sabem que a dívida pública controlada garante mais investimentos e empregos.

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