Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

FHC sugere que Alckmin assuma 'posição central no partido'

Ex-presidente diz que apoiará Tasso na presidência do PSDB se não houver convergência entre os tucanos, mas sinaliza que governador pode ser opção ao comando da sigla

Pedro Venceslau e Elisa Clavery, O Estado de S.Paulo

10 Novembro 2017 | 17h35
Atualizado 10 Novembro 2017 | 19h50

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulgou na tarde desta sexta-feira, 10, uma mensagem em seu Facebook na qual afirma que apoiará o nome do senador Tasso Jereissati (CE) à presidência do PSDB, caso o partido não encontre uma convergência até sua convenção, marcada para o dia 9 de dezembro. O tucano disse, ainda, que espera que o novo presidente interino do partido, o ex-governador Alberto Goldman, "crie condições para que líderes experientes e respeitados, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assumam posição central no partido". 

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"Se porventura tal convergência não se concretizar, o que porá em risco as chances do PSDB, já disse que apoiarei a candidatura do senador Tasso Jereissati à presidência do partido", escreveu. O ex-presidente acrescentou, porém, que não faz ressalvas à eventual candidatura do governador de Goiás, Marconi Perillo, "a quem respeito por sua fidelidade ao PSDB e pelo bom governo que faz". Nesta quinta-feira, Tasso foi destituído do comando interino da sigla pelo senador Aécio Neves (MG)

Ao Estado, o ex-senador José Aníbal, presidente do Instituto Teotônio Vilela, braço teórico do PSDB, disse que considera "muito provável" a hipótese de  Alckmin assumir a presidência da legenda. "Nesse momento, existem dois candidatos em campanha, mas há outra alternativa, que é a hipótese muito provável de Geraldo Alckmin assumir o posto", disse. 

Como o Estado informou na última semana, o nome do chefe do Executivo paulista passou a ser cotado como alternativa para chefiar a sigla no próximo ano, o que evitaria um racha na convenção tucana. 

Goldman assumiu interinamente o comando da sigla nesta quinta-feira, por indicação do senador Aécio Neves (MG), após a destituição do senador cearense. A justificativa do mineiro para a saída de Tasso foi garantir "isonomia" na disputa pelo comando do partido. Além de Tasso, que oficializou sua candidatura nesta quarta-feira, Perillo, aliado de Aécio, também pleiteia a vaga. 

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 A decisão deflagrou a pior crise interna da história do partido, fundado em 1988.

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Leia na íntegra a nota do ex-presidente: 

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