FHC diz a militares que defende os interesses nacionais

O presidente Fernando Henrique Cardoso reforçou nesta quarya-feira, para uma platéia formada por oficiais generais promovidos, sua determinação em defender os interesses do Brasil nas negociações da III Cúpula das Américas, que acontecerá entre os dias 20 e 22 deste mês no Canadá. Segundo o presidente, as negociações para a criação de uma Área de Livre Comércio das Américas (Alca) serão feitas com uma visão de cooperação, prudência e cautela, mas na qual não se dilui o interesse próprio do País. "A cada instante teremos de defender esse interesse próprio com força, dentro das regras da boa convivência internacional, mas de modo que, em eventuais relações que venhamos a travar em plano mais amplo, hemisférico, tenhamos sempre presente quais são as possibilidades de continuar desenvolvendo nosso país de acordo com o nosso interesse e a nossa capacidade", afirmou o presidente. Na solenidade o presidente foi apresentado a 31 novos oficiais generais promovidos recentemente. Cerimônias como esta são realizadas duas vezes ao ano.Além de garantir a defesa dos interesses nacionais nas negociações internacionais, Fernando Henrique salientou que o Brasil tem conseguido manter posição de destaque no cenário internacional, principalmente pela "presença responsável" no concerto das nações. Segundo Fernando Henrique, o presidente e as Forças Armadas precisam estar afinados com o sentimento do País para tomar decisões. "As escolhas que o País faz a cada momento devem ser escolhas que pesem sempre as restrições e as oportunidades", enfatizou."Não podem ser escolhas que se façam a partir de um capricho de quem quer que seja, incluindo o presidente da República: tem que ser decisões realmente embasadas no sentimento de nosso País."Fernando Henrique disse aos presentes ao evento, em que estavam os comandantes das três Forças Armadas, que o interesse nacional se define pela capacidade de abrir perspectivas para um futuro promissor."Esse futuro se enraíza em valores e não apenas em mercado e nem na expansão de trocas comerciais", disse. "São valores que têm a ver com a capacidade de implantarmos, crescentemente, as condições produtivas em nosso País de desenvolvimento científico e tecnológico, de ter um país interconectado".

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