FHC determina que recrutas não sejam dispensados

O presidente Fernando Henrique Cardoso determinou aos comandantes militares que mantenham incorporados até dezembro os 70 mil recrutas do Exército e os 10 mil que ingressaram este ano no serviço militar obrigatório da Marinha e da Aeronáutica.Os chefes militares haviam decidido, no início do mês, antecipar a dispensa dos soldados para outubro tendo em vista o corte de R$ 110 milhões no orçamento das três armas.O presidente comunicou ao ministro da Defesa, Geraldo Quintão, na noite desta terça-feira, que não mais assinaria o decreto que os comandantes lhe haviam encaminhado autorizando-os a executar a dispensa.Na conversa com Quintão, Fernando Henrique explicou que, diante da nova realidade diplomática e militar internacional, preferia determinar ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MOG) o descontingenciamento desses recursos, a serem gastos com fardamento e alimentação das tropas, e que o corte orçamentário fosse feito em outra área.Segundo uma fonte do governo, não seria de bom tom diplomático o Brasil antecipar a dispensa de soldados num momento em que os aliados ocidentais se mobilizam para a guerra.A fonte explicou que a decisão presidencial não indica que o Brasil se prepara para ter alguma participação efetiva de combate. Em operações de guerra, explicou, não são empregados recrutas, mas apenas soldados profissionais.

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