FHC defende sua viagem à Ásia

O presidente Fernando Henrique Cardoso reagiu nesta sexta-feira às críticas de seus adversários e defendeu a viagem que fez à Ásia. Por intermédio do porta-voz da Presidência, ministro Georges Lamazière, ele destacou a importância de ter passado por cinco países, mas evitou comentar os custos financeiros da viagem. "O presidente não tem essa informação, eu também não tenho", disse o porta-voz. Fernando Henrique embarcou no último dia 15 para um giro de 10 dias, em que passou pela Coréia do Norte e Coréia do Sul, Timor Leste e Indonésia. Além da agenda oficial, o presidente passou pelo Canadá, Bali e África do Sul para cumprir escalas técnicas, trocando de aeronave. Para tanto, precisou de cinco aviões e levou uma comitiva de 100 pessoas. O presidente retornou ao Brasil na noite de quarta-feira. Os partidos de oposição criticaram a viagem e prometeram pedir explicações ao governo, com o detalhamento dos gastos.Na opinião do presidente, segundo o porta-voz, a visita aos países asiáticos foi importante para marcar a presença do Brasil na Ásia, tanto do ponto de vista político quanto econômico. Além disso, informou, a agenda oficial serviu para reafirmar os laços de solidariedade do Brasil com o Timor Leste e estreitar as relações comerciais com a Coréia e a Indonésia. "A Indonésia, por exemplo, mencionou interesse em comprar aviões brasileiros", avisou Fernando Henrique.A despeito das críticas, o presidente manterá uma extensa agenda de viagens este ano. Na próxima semana, ele irá ao Rio de Janeiro participar da inauguração de nova fábrica da Peugeot. Estão previstas para o primeiro semestre, porém ainda não confirmadas, visitas oficiais à Suécia, Rússia e Inglaterra.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.