FHC defende desconcentração do poder dos EUA na ONU

O presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu hoje um esforço da comunidade internacional para evitar uma maior concentração do poder norte-americano na tomada de decisões no mundo. Em uma aula magna proferida para cerca de 500 pessoas na Universidade de Oxford, o presidente defendeu novamente a ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas como forma de aumentar a participação de outros países na tomada de decisões. Segundo o presidente, o Conselho da ONU não pode ter um papel de apenas referendar as vontades dos Estados Unidos. "Se não houver uma mudança, o Conselho ficará limitado a dizer sim às vontades de Washington", disse o presidente.Durante seu discurso, Fernando Henrique mencionou a transição política no Brasil, lembrando a história do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, um ex-líder sindical, que não fazia parte do status e que vai assumir o poder no País. O presidente ressaltou também a importância da quebra de barreiras agrícolas nos Estados Unidos e Europa e disse que o Brasil continuará comprometido a aprofundar os acordos multilaterais, bilaterais e também o Mercosul. Após sua palestra, o presidente respondeu a perguntas de alunos da Universidade de Oxford. Perguntado sobre qual teria sido o principal fracasso de seu governo, Fernando Henrique mencionou a não realização por completo da reforma na Previdência Social. "Não fizemos essa reforma por causa da oposição, daqueles que agora estão nos sucedendo e que passaram agora a apoiar essa reforma. Eu vou continuar apoiando", afirmou. Entre os participantes da palestra estavam a filha do ex-presidente norte-americano, Bill Clinton, Chelsea Clinton, e o ex-presidente do BNDES, André Lara Rezende.

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