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FHC critica o PT e elogia Kirchner

"Lula vai ter problemas políticos, como está tendo, e mais adiante, talvez, problemas eleitorais. Não culpo o governo pelo fato de poder haver baixo crescimento neste ano ou no próximo. Mas as taxas de juros subiram muito, no ano passado, pelo modelo de ruptura atribuído ao PT. Quando eles dizem ´herança maldita´, deveriam ver que a parte ´maldita´ foi gerada pelas incertezas que causavam as ameaças do PT". As declarações, do ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, estão na edição de hoje do jornal argentino "La Nación". Em entrevista exclusiva ao jornal, ontem em São Paulo, FHC também afirmou que "o Fundo Monetário Internacional errou com a Argentina, mas não com o Brasil"; e elogiou o presidente Néstor Kirchner. "Já conseguiu o que era mais importante para a Argentina: recuperar a confiança no país. Porque eu sempre insisti, durante todo este tempo, em qualquer parte do mundo em que estivesse, que era um erro considerar a Argentina um caso perdido."O jornal argentino comenta que FHC tem 72 anos e aparenta uma década a menos, e que sua jovialidade parece estar em um sentido de humor, à prova de tudo, repleto de ironias. Segundo o "La Nación", FHC disse, às gargalhadas, que estava escutando um discurso de Lula sobre as reformas (da Previdência e tributária) que parece ter sido escrito por ele.De acordo com o jornal, o que mais irrita Lula é que digam que seu governo parece a continuação da "era Cardoso". FHC "foi o político mais influente da América Latina. A marca deixada por seus dois mandatos é tão profunda que se o governo de Luiz Inácio Lula da Silva não a transcender, será considerado apenas um apêndice de seu predecessor", comenta o ?La Nación?.Na entrevista, FHC qualifica de "cosmético" o esforço dos Estados Unidos pela Área de Livre Comércio das Américas (Alca), e disse que é "uma ilusão" esperar ajuda de Washington para ingressar na Alca. O ex-presidente do Brasil também confessou que a integração no Mercosul é difícil porque "o empresariado não quer ceder nada, e os Estados Unidos não querem ceder a soberania". Ainda assim, disse que o Brasil e a Argentina devem insistir em integrar-se. "O Brasil sozinho, pelo tamanho de seu mercado, tem possibilidades de êxito. A Argentina, sozinha, não tem nenhuma."

Agencia Estado,

10 de julho de 2003 | 13h12

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