FHC critica notícias sobre caso Marka

Sem citar diretamente as novas denúncias contra o Banco Central e o ministro da Fazenda, Pedro Malan, o presidente Fernando Henrique Cardoso condenou hoje, em discurso de encerramento da Convenção Nacional do PSDB, o fato de se dar voz ao banqueiro Salvatore Cacciola, que no momento está em Roma, tentando escapar da justiça brasileira. "Não podemos deixar que a democracia padeça e adoeça, abrindo os porões para a voz dos fugitivos", disse. "Há limites para aceitar qualquer tipo de infâmia e peço aos companheiros tucanos que reajam; chega de impunidade verbal".Em tom de desabafo, o presidente pediu que sejam rebatidas as acusações sem fundamento. "Chega de pensar que é possível dizer coisas pesadas sem nenhum indício, sem nenhum respeito, sem nenhuma consideração", disse. "Respeitem pelo menos ao povo que me elegeu duas vezes por maioria absoluta e que vai eleger um candidato tucano pelo menos mais uma vez". Ele defendeu alianças em torno de programas e que é preciso de unir para continuar a construir um Brasil mais justo.Fernando Henrique chamou de ratos os membros da oposição, que insistem em acusar o governo de ser corrupto. "Ratos são aqueles que usam ratos para dizer que existem ratoeiras no Brasil", afirmou. Ele voltou a criticar a intenção da oposição de retomar a CPI da Corrupção no Senado. "CPI é coisa séria, não pode ser palanque eleitoral, nem tribuna para enganar", argumentou. Ele voltou a negar que o governo tenha liberado verbas para retirar assinaturas de aliados para impedir a instalação da CPI. "Tudo que se fez foi obedecer o orçamento e orçamento é lei". O presidente fez críticas ao PT e uma referência direta à prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, que aumentou as tarifas de ônibus, esta semana. "Os adversário o que propõem? Que não se pague a dívida? Calote? Embuste como programa? Eles não têm nada a não ser que contem com o aumento das tarifas dos ônibus. Não seremos tolerantes com a minoria que nunca ganha, a não ser no tapetão". Fernando Henrique disse ainda que defender o impeachment para ele, em razão das medidas de racionamento de energia é desrespeitar a democracia.

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