FHC continua "irritadíssimo" com ACM

Não adiantou o aceno feito ao presidente Fernando Henrique Cardoso pelo senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que usou seu discurso desta terça-feira na tribuna do Senado para falar de lealdade ao presidente enquanto atacava órgãos do governo. Fernando Henrique continua ?irritadíssimo? com a postura de ACM, mas permanecerá evitando a todo custo um confronto direto com o pefelista. O principal desafio do presidente é reunificar sua base política. Na manhã desta terça-feira, o governo já estava informado de que Antonio Carlos Magalhães não faria ataques pessoais a Fernando Henrique, como ocorreu na semana passada. O trabalho dos emissários enviados a ACM funcionou. Mesmo assim, o Palácio do Planalto estava pronto para acionar sua defesa, em caso de surpresas. Encarregado de responder em plenário a eventuais acusações de ACM que atingissem a honra do presidente ou questionassem sua conduta na apuração de denúncias, o líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), reuniu-se na véspera com o advogado-geral da União, Gilmar Mendes. Nesta terça-feira à tarde, sentou-se diante da tribuna do Senado municiado de documentos que indicariam que o governo está trabalhando na apuração de irregularidades já apontadas por ACM. Mas não foi necessário responder ao ex-presidente do Senado. O PMDB encarregou-se de ocupar a cena e contra-atacar com outra leva de denúncias que envolviam aliados ou pessoas próximas de Antonio Carlos. A intervenção do presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), deferindo todos os requerimentos de informação apresentados por Antonio Carlos e pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), encerrou o assunto, para o governo. ?Todo chumbo trocado será apurado no que diz respeito ao governo, mas não vai haver pré-julgamentos?, afirmou José Roberto Arruda.

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