FGV entregará projeto de reestruturação do Senado em 20 dias

Proposta prevê demissão imediata de 30% dos funcionários da casa, mas não faz menção a benefícios

Eugênia Lopes, da Agência Estado,

09 de julho de 2009 | 16h59

O diretor da Fundação Getúlio Vargas, Bianor Cavancanti, anunciou entregará ao Senado o projeto final com a reestruturação da Casa em 20 dias. Uma das propostas prevê a imediata demissão de 30% do pessoal terceirizado, o que representa 1.050 trabalhadores.

 

O projeto estabelece ainda um contingenciamento imediato de 40% do orçamento da gráfica do Senado, ainda este ano. Em 2009 a gráfica teve orçamento de R$ 45 milhões, dos quais R$ 26 milhões já foram empenhados. A ideia é contingenciar R$ 7,6 milhões do saldo dos R$ 19 milhões restantes. A proposta da FGV prevê ainda a redução das 181 diretorias para apenas 9.

 

Bianor informou que a diretoria-geral do Senado também estuda fazer um Plano de Demissão Voluntária para os cerca de 3 mil servidores efetivos da Casa. No total o Senado tem cerca de 10 mil funcionários, entre terceirizados, comissionados e efetivos. "Dez mil funcionários para atender 81 senadores é realmente um peso muito intenso", disse Bianor ao explicar que a ideia é promover um corte de 40% sobre o total de funcionários, a médio e longo prazos.

 

O trabalho de reestruturação do Senado que está sendo feito pela Fundação Getúlio Vargas - cujo contrato é de R$ 250 mil - não mexe, no entanto, com nenhum dos privilégios hoje desfrutados pelos senadores, como assistência médica vitalícia, moradia, passagens aéreas e gastos de telefone. "Não vamos botar os senadores no mesmo pé que os funcionários", argumentou Bianor.

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