Festa e invasões devem marcar 25º aniversário

O fechamento de algumas fontes de recursos públicos não implicou na paralisação do MST, que prepara uma série de invasões para lembrar os 25 anos de sua criação. Também está prevista uma grande festa, no final deste mês, no Rio Grande do Sul. A intenção dos organizadores é levar ao menos três governadores para a comemoração, no município gaúcho de Nonoai - local onde, em 1979, ocorreu a invasão de terra que teria dado origem ao movimento, anos depois.As atividades do MST prosseguem porque suas fontes de recursos são bastante diversificadas e não envolvem apenas o governo federal. Em vários Estados, as associações e cooperativas de assentados ligados ao movimento também têm celebrado acordos com governos estaduais e municipais.O movimento também recebe recursos de forma indireta. Um exemplo são os convênios com universidades públicas, para a formação de assentados. O dinheiro é repassado para as instituições de ensino, que contratam professores e criam turmas especiais para atender ao MST.Os convênios da Anca e da Concrab visam sobretudo a assistência técnica aos assentados. Mas também incluem cursos de valorização da mulher, de divulgação dos ideais da reforma agrária, assistência jurídica e outros.O MST está organizado em 24 estados. Segundo seus líderes, agrega 130 mil famílias acampadas e 370 mil assentadas. No total seriam 500 mil famílias, cerca de 2 milhões de pessoas.Em artigo divulgado na semana passada nos sites da organização, seu principal líder, João Pedro Stedile, disse que "o MST é fruto da história da concentração fundiária que marca o Brasil desde 1500".

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