Festa do 7 de Setembro será itinerante

A partir de 2009, parada militar acontecerá em capitais menores, como Manaus

Tânia Monteiro, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2008 | 00h00

Por decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as cerimônias mais importantes do 7 de Setembro, que comemoram o Dia da Independência brasileira, serão nômades a partir do ano que vem. A parada militar deste ano ainda ocorrerá em Brasília. Lula inspirou-se no seu colega da Colômbia, Álvaro Uribe, depois de participar das comemorações da independência daquele país na cidade de Letícia, na fronteira com o Brasil.O presidente quer que as duas últimas cerimônias de 7 de Setembro a serem presididas por ele sejam realizadas em capitais menores, como Manaus, por exemplo, que poderá ser a primeira escolhida. A intenção é que o desfile de 2009 seja no Norte do País. Os festejos do ano que vem - quando será celebrado o ano da França no Brasil - poderão contar ainda com a presença do presidente francês, Nicolas Sarkozy.A última comemoração do Dia da Independência de Lula poderá ser no Nordeste, já em plena campanha eleitoral pela sua sucessão. O objetivo é levar atividades cívicas para regiões onde o governo acredita que precisam ser reforçadas.Neste ano, as comemorações seguirão o padrão tradicional e ocorrerão na Esplanada dos Ministérios, com o tema "Valores do Brasil". A Secretaria de Comunicação da Presidência justifica esse mote dizendo que o governo quer incentivar e ressaltar o sentimento de "brasilidade" do País, com valores e crenças que estão na raiz da identidade da população brasileira.A festa custará R$ 1.621.960 - R$ 537.920,05 a menos que o estimado, segundo a secretaria, porque a licitação para o contrato de realização da solenidade se deu por meio de pregão eletrônico.A infra-estrutura para a festa é praticamente a mesma usado em 2007, com arquibancadas cobertas para 20 mil pessoas, tribunas para autoridades e convidados, sistema de som, telões, banheiros químicos, pontos de distribuição de água e postos de atendimento do Corpo dos Bombeiros, da Defesa Civil e da Secretaria de Saúde.

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