Festa de 26 anos do PT marca aposta na reeleição de Lula

A comemoração do aniversário de 26 anos do PT virou, como esperado, uma mistura de desagravo de seus militantes ao próprio partido e aposta na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apresentado como o presidente do "maior partido de esquerda do mundo", Ricardo Berzoini afirmou que o PT saiu mais forte do "maior cerco político que um partido já sofreu"."Aqueles que quiseram nos destruir talvez tenham feito um favor: colocaram à prova nossas convicções, e, hoje, o PT é um partido mais vigoroso, inclusive para enfrentar as eleições de 2006", discursou Berzoini.O presidente do PT não esqueceu, também, de culpar a imprensa pela crise que o partido enfrenta, com o aparecimento de escândalos de corrupção. A mídia, segundo Berzoini, "contribuiu para o trabalho de destruição da imagem do PT".A festa, para cerca de 700 pessoas, no clube dos funcionários do Banco do Brasil, em Brasília, reuniu os principais dirigentes e líderes do PT e começou com a apresentação do grupo musical brasiliense Casa de Farinha. Em frente ao palco, o prefeito de Recife, João Paulo, e o deputado Professor Luizinho - na lista dos ameaçados de cassação por envolvimento no escândalo do "mensalão - eram os mais animados.A comemoração ressuscitou palavras de ordem petistas pouco ouvidas no ano que passou. Entre eles, o "Lula Lá", tema das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência desde 1989. Apareceu, também, um novo: "1,2,3, Lula outra vez".Apesar de, oficialmente, Lula ainda se recusar a admitir que vai tentar a reeleição, a comemoração foi quase um ato de lançamento da candidatura. O presidente chegou às 21h10 e imediatamente foi cercado por militantes. Durante toda a apresentação do grupo Casa de Farinha, não parou de tirar fotos e dar autógrafos. Até um bebê de quatro meses, Herson Teixeira, vestindo uma calça vermelha, tirou fotos com Lula.Nas mesas, foi distribuído um pequeno cartão vermelho e branco chamado "O Berrador: Informativo sobre os avanços do Brasil". Seria, segundo seus autores, "uma pequena contribuição visando instrumentalizar os apoiadores do governo Lula para o debate" e trazia comparações de avanços sociais e econômicos entre 2002, último ano do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), e 2005.Além de Berzoini, discursaram antes de Lula o governador do Piauí, Wellington Dias, e o vice-presidente José Alencar que, apesar de não ser do PT, recebeu lugar de honra na festa e ainda chamou Lula de "candidato à reeleição".

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