Festa da Inconfidência tem menos personalidades que o esperado

As comemorações da Semana da Inconfidência, celebrada todos os anos em Ouro Preto, tiveram a presença de menos membros do governo e governadores de Estado do que se esperava. A expectativa era de que viriam sete ministros, mas apenas dois compareceram, o dos Esportes, Agnello Queiroz, e o da Cultura, Gilberto Gil, que representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também estava prevista a participação de seis governadores, mas apenas dois vieram, o de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o do Piauí, Wellinton Dias (PT).A solenidade deste ano enfocou o aniversário de 20 anos do movimento das Diretas Já. As discussões giraram em torno das conquistas ao longo deste período de abertura democrática. Cerca de 30 mil pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar, estiveram concentradas na Praça Tiradentes, no centro de Ouro Preto. Cerca de 600 ônibus de diversas movimentos sociais, sindicatos, incluindo a CUT, chegaram à cidade. Durante o discurso, o governador Aécio Neves (PSDB) saudou a participação dos movimentos, ressaltando que embora haja uma separação político-doutrinária (entre governantes e movimentos sociais), a distância é infinitamente menor do que aquilo que os une, em referência à democracia.A ausência mais sentida no evento foi a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que no ano passado participou da comemoração. O senador Eduardo Suplicy, que esteve presente em Ouro Preto, procurou minimizar a ausência do presidente: ?Ele está irmanado com o sentimento dos mineiros", afirmou. "Tenho certeza de que o governo Lula cria as condições necessárias para concluir o final do mandato reduzindo as desigualdades sociais, com erradicação da pobreza e a reforma agrária, coisas que não se conseguem de um dia para o outro."

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