Festa cívica abre campanha em Salvador antes da data oficial

Maior festa cívica da Bahia, o cortejodo Dois de Julho levou os candidatos à prefeitura de Salvadorao primeiro corpo-a-corpo com o eleitorado ainda antes doinício oficial da campanha. O Dois de julho, feriado baiano, é a data que relembra aentrada em Salvador das tropas que expulsaram os portuguesesque resistiam à independência do Brasil, no ano de 1823. Nodesfile, sempre aberto pelo governador do Estado e peloprefeito da capital é comum a livre manifestação popular. Emano eleitoral, os políticos testam sua popularidade no cortejoque é feito a pé, junto com o povo. Nenhum conflito aconteceu, mas os grupos exibiram força emarcaram posições. Antes do cortejo, funcionários daprefeitura, comandada por João Henrique, candidato à reeleiçãopelo PMDB, arrancaram faixas de propaganda do candidato petistaWalter Pinheiro colocadas no trajeto. O grupo de Pinheiro, por sua vez, colou com o governadorJaques Wagner e tomou a frente do cortejo logo após asolenidade de abertura. O governador aproveitou para responder às declarações dodeputado José Carlos Aleluia, do DEM, que o chamou de "DonaFlor e seus três prefeitos" em alusão a seu apoio aoscandidatos Walter Pinheiro (PT), João Henrique (PMDB) e AntonioImbassahy (PSDB). "Eles estão com saudade do estilo do chefe(Antonio Carlos Magalhães), mas não faço política assim; apenastenho três candidatos na base", afirmou Jaques Wagner. Ao grupo de militantes que pedia a volta do nome originalDois de Julho ao aeroporto de Salvador, que foi rebatizado emBrasília como Aeroporto Deputado Luis Eduardo Magalhães, Wagnerreconheceu "o equívoco do Congresso Nacional na homenagem aodeputado falecido", mas disse que já existe um projeto sobre oassunto tramitando na Câmara. O "fantasma" do senador ACM, que não perdia um desfile, foilembrado também pela figura do neto, que é o candidato do DEM àprefeitura. Ao lado do candidato a vice, o bispo Marinho (PR),e dos ex-governadores Paulo Souto (DEM) e César Borges(PR), ACMNeto reclamou de sindicalistas e peemedebistas que "bloqueavama passagem" nas ruas e estariam impedindo o avanço de seugrupo. Neto criticou a ação "eleitoreira" do prefeito, que exibiua sua recém criada guarda municipal e anunciou a instalação decâmaras de seguranças nos bairros: "São propostas do meuprograma que ele copiou só agora", fustigou o candidato do DEM. Último na fila dos candidatos e sem reclamar, o ex-prefeitoAntonio Imbassahy, do PSDB, e seu vice Miguel Kertzman (PPS),fizeram a caminhada acompanhados de lideranças partidárias ecomunitárias. "A receptividade foi ótima porque o povoreconhece nosso trabalho pela cidade", comemorava o candidatono final do desfile.(Reportagem de José de Jesus Barreto)

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