Robson Fernandjes/Estadão
Robson Fernandjes/Estadão

Fernando Henrique descarta 'conchavo' com governo para salvar 'o que não deve ser salvo'

'O momento não é para a busca de aproximações com o governo, mas sim com o povo', escreveu o ex-presidente tucano em nota

Cristina Canas, O Estado de S. Paulo

07 de março de 2015 | 15h56

SÃO PAULO - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulgou nota neste sábado, 7, desmentindo a informação de que estaria buscando uma aproximação com o governo. Segundo o líder tucano, "o momento não é para a busca de aproximações com o governo, mas sim com o povo".


Fernando Henrique afirma ainda que a população quer ver esclarecidos todos os episódios envolvendo o "Petrolão" e que as "responsabilidades sejam definidas e contas prestadas à Justiça". O ex-presidente observa ainda que qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo na tentativa de "salvar o que não deve ser salvo".



Ao final, o ex-presidente da República diz que cabe às forças sociais, econômicas e políticas se organizarem e dialogarem sobre como corrigir "os desmandos do lulo-petismo que levaram o país à crise moral e a economia à recessão."


Recentemente, têm surgido, nos bastidores, comentários de pessoas com acesso a lideranças do PSDB e também de membros do PT, insinuando que poderia haver uma aproximação entre as duas forças políticas para garantir uma maior estabilidade no atual momento de crise.


Em entrevista recente ao Broadcast, um dos que defendeu a aproximação entre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso foi o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Luiz Gonzaga Belluzzo. 


Na sua avaliação, a crise política chegou a um ponto perigoso, que já coloca o Brasil numa "marcha da insensatez", trazendo sérios danos à economia. "Eles nasceram na luta contra a ditadura. Há momentos em que as lideranças precisam ficar à altura das suas grandezas", afirmou Belluzzo na ocasião.


Veja a íntegra da nota de FHC:


"O momento não é para a busca de aproximações com o governo, mas sim com o povo. Este quer antes de mais nada que se passe a limpo o caso do Petrolão: quer ver responsabilidades definidas e contas prestadas â Justiça. Qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo na tentativa de salvar o que não deve ser salvo.


Cabe sim que as forças sociais, econômicas e políticas se organizem e dialoguem sobre como corrigir os desmandos do lulo-petismo que levaram o país à crise moral e a economia à recessão."

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