Fernando Gabeira pode ser candidato do PSOL à Câmara

Parlamentares do PSOL, em reunião com a executiva do partido, decidiram apoiar o nome de um candidato alternativo para as eleições à presidência da Câmara. Entre os nomes que poderão ser escolhidos pelo partido estão o de Fernando Gabeira (PV-RJ), Raul Jungmann (PPS-PE), Luiza Erundina (PSB-SP) e Carlos Sampaio (PSDB-SP).De acordo com a deputada Luciana Genro (PSOL-RS), a idéia é mostrar que nem todos os parlamentares da Casa seguem a orientação do governo. "O importante é mostrar que nem todos os deputados estão contaminados pela dependência ao governo, por privilégios que os levaram a aumentar o salário para R$ 24,5 mil e pela corrupção dos parlamentares envolvidos nos esquemas do mensalão(valor pago a deputados para aprovar projetos do governo) e sanguessuga (superfaturamento de ambulâncias)" disse Luciana. A deputada informou que na próxima semana haverá uma nova reunião, em São Paulo, para tratar do mesmo assunto. Sobre a eleição à presidência do Senado Federal, Luciana Genro, disse achar difícil que o partido adote uma posição idêntica uma vez que foi lançada a reeleição do senador Renan Calheiros (PDMB-AL), apoiada pelo governo. Entusiasmo de GabeiraO deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) afirmou que poderá ser o candidato do grupo alternativo, caso não haja outra saída: "Na pior das hipóteses, o candidato serei eu. Na melhor, alguém que tenha condição de atrair mais votos e mais gente para nosso movimento." Gabeira lembrou que o grupo ainda é pequeno, mas que poderá crescer, pois a Câmara teve um índice de renovação de 44% nas últimas eleições: "Vamos buscar forças lá."Um dos apontados como alternativa, Carlos Sampaio, não demonstrou entusiasmo com a idéia. Disse que seguirá a opção do PSDB, mas adiantou preferir a reeleição do atual presidente da Câmara. "Aldo, tirando a questão do salário, que foi um equívoco, exerceu com equilíbrio à presidência", disse. "Chinaglia nunca esteve na presidência para dizermos se tem ou não condições, mas me parece uma pessoa de bem."Chinaglia reagiu à iniciativa dos independentes. "Estamos bastante tranqüilos, pois em todos os contatos percebemeos que o clima não favorece uma candidatura alternativa que colocasse em risco a estabilidade da Câmara", disse. No seu entender, não há possibilidade de se repetir o que ocorreu há dois anos, quando o azarão da disputa, o deputado Severino Cavalcanti (PP-PE), foi eleito.A disputa entre dois candidatos governistas preocupa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que tentar convencer Chinaglia ou Aldo a desistirem. O petista afirmou que não tem como desistir de sua candidatura e atual comandante da Câmara também argumentou que sua candidatura não lhe pertence mais. Aldo não comentou a iniciativa do grupo independente.Este texto foi alterado às 20h25 para acréscimo de informação

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