Félix volta a negar que Abin tenha equipamento para grampos

Ministro disse que o equipamento que existe é de varredura, o que possibilita a identificação de grampos

da Redação

17 de setembro de 2008 | 15h12

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Armando Félix, voltou a negar nesta quarta-feira, 17, que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin)tenha equipamento para realização de escuta telefônica. Segundo informações da Agência Senado, Félix apenas disse que o equipamento que existe é de varredura, o que possibilita a identificação de grampos.  Veja Também:Grampos: Entenda a crise Cronologia e alvos da Operação SatiagrahaComissão não obrigará ex-agente da SNI a responder, diz STF  Mais cedo, o  diretor-geral afastado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda, negou  contradição em depoimentos sobre número de agentes do órgão que teriam participado da Operação Satiagraha, segundo informações da Agência Senado. "Acho que não há contradição nos depoimentos dados sobre essa questão, mas apenas confusão. Pode ter havido a participação de 52 ou 56 pessoas de forma pontual, mas apenas algumas pessoas atuaram de forma permanente", disse.  A revelação de que havia 52 agentes da Abin na Satiagraha selou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de retirar definitivamente Lacerda do comando da agência. Ele foi afastado temporariamente no dia 1º, depois da divulgação do grampo de uma conversa telefônica entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Lacerda presta depoimento na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional. Parte da reunião deverá ser fechada.

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