Felix nega que direção da Abin tenha ordenado grampo

Ministro disse ainda que governo viu com bons olhos iniciativa de Paulo Lacerda de abrir sindicância

TÂNIA MONTEIRO E LEONENCIO NOSSA, Agencia Estado

01 de setembro de 2008 | 12h08

Terminou após mais de duas horas a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os ministros do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, Carlos Ayres Britto e Cezar Peluso para avaliar as supostas gravações telefônicas clandestinas de autoridades, entre elas o próprio Mendes, presidente do STF. O ministro Jorge Armando Felix, do Gabinete de Segurança Institucional, explicou no encontro que os grampos telefônicos não foram feitos por ordem da direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).  Veja também:Após grampo no STF, Lula manda demitir e enquadra a Abin Supremo quer que Lula esclareça grampos da Abin, diz Mendes Abin diz que abrirá sindicância para apurar grampos 'Lula terá que tomar providências', diz Garibaldi Grampeado, Demóstenes exige medidas de LulaAssessores do governo relatam que o Palácio do Planalto viu com "bons olhos" a iniciativa de Paulo Lacerda, diretor da Abin, de chamar a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal para participar da sindicância que investiga as gravações clandestinas. Também participaram do encontro os ministros da Justiça, Tarso Genro, e da Defesa, Nelson Jobim. Lacerda chegou ao Planalto para dar esclarecimento a Lula e aos ministros. Não há informação se ele esteve na reunião. Lula se reuniu com os ministros para comunicar as providências que estão sendo tomadas para investigar a autoria das escutas telefônicas contra o presidente do STF. Uma das escutas foi divulgada pela revista Veja, neste final de semana. Foi uma conversa entre Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), ocorrida em julho. O mesmo tema será discutido em seguida, em despacho com o ministro da Justiça, Tarso Genro. O ministro colocou a Polícia Federal à disposição para apuração dos fatos.

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