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Feliciano diz que 'cura gay' pode voltar em 2015: 'Aguarde a Frente Evangélica'

Deputado e pastor afirma que proposta voltará com mais força na próxima legislatura: "Em 2015 aguarde a Frente Evangélica"

Breno Pires - O Estado de S. Paulo,

02 de julho de 2013 | 19h12

O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) parabenizou a retirada do projeto de lei da Câmara 234, que ficou conhecido como o da "cura gay", em uma série de mensagens publicadas em uma grande rede social na tarde desta terça-feira, 2. O pastor, no entanto, não desistiu da proposta, que suspenderia dois trechos de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia, de 1999 — um dos trechos que seriam anulados diz que "os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades". Argumentando que o PSDB "inviabilizou" o projeto quando revelou ter posição contrária ao tema, Feliciano afirmou, em tom de profecia, que a proposta "voltará na próxima legislatura". "Teremos um número maior de deputados evangélicos", previu.

"Parabéns a decisão tomada pelo @depjoaocampos em retirar o PDC 234 de tramitação. O PSDB, seu partido, inviabilizou quando notificou ser contra. Entendeu ele que os ativistas, a mídia e alguns partidos invisíveis usariam o PDC 234 para tirar o foco das manifestações verdadeiras", disse Feliciano no Twitter. "O PDC não foi arquivado, mas retirado, e pode voltar."

Em mensagem direcionada aos seus seguidores evangélicos, Feliciano avaliou que todo o processo, desde a proposição até a retirada do projeto, foi positivo.

"Essa perseguição de parte da mídia e dos ativistas nos fortaleceu e nosso povo acordou. Nos aguarde em 2015! Viremos com força dobrada", afirmou o deputado. "Em 2015 aguarde a Frente Evangélica! Seremos muitos! E agora sabemos quem é quem! Parabéns a todos! Marcamos posição!", finalizou, em seu oitavo e último tuíte sobre o tema.

O propositor do projeto, deputado João Campos (PSDB-GO), líder da  Frente Parlamentar Evangélica, pediu nesta tarde ao colégio de líderes da Câmara que retirasse de tramitação a proposta, que já havia sido aprovada pela Comissão dos Direitos Humanos e Minorias, presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP). O líder do PT na Câmara dos Deputados, José Guimarães (CE), confirmou que foi feito um acordo para a retirada do projeto. Segundo Guimarães, a assessoria técnica da Casa está sendo consultada agora para avaliar se o projeto pode regimentalmente ser retirado ou se precisa ir a votação por já ter passado por uma comissão.

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