Feldman nega ter oferecido dinheiro em troca de denúncias contra Chalita

Em nota, tucano afirma que envolvimento de seu nome seria manobra para desviar o foco do 'real problema'

O Estado de S. Paulo,

27 de fevereiro de 2013 | 22h15

SÃO PAULO - O deputado federal Walter Feldman (PSDB-SP) divulgou nota à imprensa na noite desta quarta-feira, 27, na qual afirma ter se reunido por cinco minutos com Milton Leme, ex-diretor de Tecnologia da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), no final do ano passado, e negou que tenha oferecido dinheiro em troca de denúncias contra o deputado federal e então candidato à Prefeitura de São Paulo Gabriel Chalita (PMDB-SP).

Nesta quarta, Leme disse ao Estado ter recebido uma oferta de R$ 500 mil para dar respaldo às denúncias do analista de sistemas Roberto Grobman, que acusa o Chalita de ter recebido propina de empresas quando era secretário estadual de Educação (2002-2006). Segundo ele, Grobman afirmou que a proposta viria de Feldman, então um dos coordenadores da campanha de José Serra à Prefeitura de São Paulo.

"Ao receber a grave denúncia formulada pelo Sr. Roberto Grobman, no segundo semestre de 2012, fizemos o que cabe a qualquer agente público: encaminhar ao Ministério Público para investigar e não transformá-la em matéria político eleitoral. Se a intenção fosse criar escândalo, teria oportunidade de fazer isso no auge do período eleitoral", afirmou Feldman.

"Para reforçar a extensão e seriedade do problema e o envolvimento de outros atores, o Sr. Roberto apresentou o Sr. Milton Leme em conversa expedita de cinco minutos, a qual não acrescentou nenhuma informação adicional. Absolutamente não houve nenhum contato complementar ou qualquer tratativa a não ser o reforço de encaminhamento ao Ministério Público", destaca o deputado tucano. Ele acrescenta que "seria ingênua, irresponsável ou primária qualquer atitude diferente desta".

Feldman aponta que o envolvimento do seu nome seria "apenas uma manobra de desvio de foco do real problema amplamente divulgado pela imprensa nacional". "Essa prática não corresponde nem à minha história pessoal nem à intransigente postura do PSDB de compromisso com a ética", conclui o deputado.

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