Feldman: Marina ouvirá grupo, mas é livre para escolher

Feldman: Marina ouvirá grupo, mas é livre para escolher

Ex-Ministra pode se posicionar nesta quinta-feira sobre quem apoiará no segundo turno

RICARDO DELLA COLETTA E DAIENE CARDOSO, O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2014 | 11h59

O porta-voz da Rede Sustentabilidade, deputado Walter Feldman, disse na manhã desta quinta-feira, 9, que a ex-candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, não compareceu ao encontro da coligação porque entende que este momento é de "protagonismo" dos partidos e que, se ela estivesse presente, tiraria o foco da reunião.

A ex-senadora quer ser informada sobre a posição das seis siglas que integraram a coligação para se pronunciar oficialmente. Marina, que continua em São Paulo, pode anunciar sua posição neste segundo turno ainda hoje.

O deputado disse que a ex-ministra deve levar em conta a posição da Rede e dos demais partidos da coligação, mas que ela tem liberdade para tomar uma decisão individual. O aliado da ex-candidata desconversou ao ser questionado sobre o encontro dela com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "A conversa que ela teve com FHC não sei dizer", afirmou.

Feldman destacou que a posição da Rede foi unânime em negar apoio à candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) por entender que as urnas demonstraram reprovação ao atual governo. "É uma manifestação (da Rede) fora do muro", declarou.

A futura sigla liderada por Marina decidiu nesta quarta-feira recomendar o voto nulo, em branco ou no tucano Aécio Neves. Os marineiros recomendarão que o candidato do PSDB incorpore as bandeiras defendidas no primeiro turno por Marina, entre elas o fim da reeleição, mandato de cinco anos, demarcação de terras indígenas, fortalecimento da Funai (Fundação Nacional do Índio) e a interlocução com os movimentos populares.

A sigla em processo de criação diz, em nota divulgada nesta manhã, que há um indiscutível desejo de mudança, mas que ele foi "tragado para dentro da velha polarização PT X PSDB e aprisionado nos limites de uma estrutura política em crise profunda".

Segundo a Rede, há dificuldades de escolha de uma "alternativa real de mudança" e o País ainda não encontrou um caminho. "Há setores da Rede que consideram a polarização algo perverso", reforçou Feldman.

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