Federação de Rainha administra verba federal para sem-terra; para MST, líder ''''vende ilusão''''

O assentado Antonio Paiva dos Santos não vê a hora de deixar o casebre de madeira e mudar para a nova casa, no assentamento Che Guevara, no Pontal do Paranapanema (SP). O dinheiro veio a fundo perdido, da União, pelas mãos de José Rainha Júnior, líder alijado do MST. Ele é um dos 1.200 assentados da região beneficiados por programa de moradia popular do governo, administrado pela Federação das Associações dos Assentados da Agricultura Familiar, criada por Rainha. A verba total, de R$ 7,2 milhões, não precisa ser devolvida. "É para estimular a permanência no lote", diz Rainha. O projeto do biodiesel na região deve consumir, em 10 anos, R$ 50 milhões. "O biodiesel é coisa de grande produtor, não é para pequeno. O Zé está vendendo ilusão", acusa Manoel Duda, do MST, lembrando o caso Cocamp, que prestaria serviços a assentados, mas que nunca funcionou. Processo apura se houve crime contra o sistema financeiro. Rainha nega.

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