Fecomercio destaca que varejo não se beneficiará com novo mínimo

O baixo poder aquisitivo da população e o elevado grau de endividamento do consumidor poderão impedir que os cerca de R$ 600 milhões que serão injetados na economia pelo aumento do salário mínimo sejam direcionados para compras. A avaliação foi feita há pouco em nota à imprensa pelo presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), Abram Szajman.O salário mínimo, segundo anunciaram hoje os ministros do Planejamento, Guido Mantega, e do Trabalho, Ricardo Berzoini, foi elevado em R$ 20, para R$ 260. Isto, de acordo com o presidente da Fecomércio, representará uma injeção de cerca de R$ 600 milhões na economia."Parte desses recursos poderá chegar ao comércio por meio de um pequeno incremento do consumo de produtos de primeira necessidade, especialmente os alimentos", afirma o presidente daFecomercio, Abram Szajman. Contudo, diz ele, diante da restrição de poder aquisitivo da população e do alto grau de endividamento das pessoas, a Fecomercio não acredita que esse reajuste possa trazer impacto no desempenho do setor.A entidade reconhece que aumentar o valor do mínimo sem colocar em risco o equilíbrio orçamentário é um grande desafio para o governo. No entanto, a Fecomercio defende que somente quando houver desvinculação do salário mínimo dos benefícios previdenciários será possível recompor o poder de compra além da reposição da inflação.

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