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Fechamento de usina provoca revolta no Pará

Cerca de 500 canavieiros, comerciantes e moradores de Medicilândia, no sudoeste do Pará, interditam desde a manhã de hoje a rodovia Transamazônica, à altura do km 71, no sentido da cidade de Altamira. A manifestação é um protesto contra o fechamento, pelo Incra, da usina de cana-de-açúcar Abraham Lincoln. O Incra alega que a usina só deu prejuízos ao governo federal em seus 20 anos de funcionamento. Mais de 250 mil toneladas de cana não colhida foram abandonadas no campo. O prejuízo é de R$ 5 milhões. Para as 1.200 famílias do município que dependem diretamente do funcionamento da usina para tirar o sustento diário, a decisão do Incra foi um desastre. "Estamos no caos. O desemprego atinge 60% do município. O comércio teve queda brutal e os primeiros sinais da violência social já começam", afirma o prefeito Francisco Aguiar Silveira (PSDB). Segundo ele, que apóia a manifestação, esta foi a única alternativa encontrada pela população para chamar a atenção dos governos federal e estadual para o problema. O governador Almir Gabriel já sinalizou que o Estado poderá ficar com a usina, mas faz uma exigência: não quer assumir os R$ 48 milhões de dívidas que ela deixou. O diretor do Incra, Paulo Condé, admite que o órgão poderá pagar apenas R$ 19 milhões. "Fizemos investimentos de quase R$ 30 milhões e precisamos ter algum retorno", justifica. A Polícia Militar de Altamira deslocou 50 homens para Medicilândia para tentar liberar a estrada, que está fechada por troncos de madeira e pneus velhos.

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