Fazendeiros vão reagir ao 'Abril Vermelho' do MST

Seguranças estão sendo contratados para evitar invasões

Sandro Villar, de O Estado de S. Paulo,

23 de março de 2008 | 18h27

Fazendeiros resistirão às invasões de suas terras e, para protegê-las, estão contratando seguranças, depois que o MST retomou as ocupações no Pontal do Paranapanema, no interior paulista.   Depois do Carnaval Vermelho, três fazendas foram invadidas e, agora, os sem-terra articulam uma nova onda de invasões no mês que vem chamada de Abril Vermelho. "De agora em diante só se resolve na bala. É só dessa forma. Não adianta entrar com ação de reintegração de posse na Justiça porque não vira nada", afirmou, em Presidente Prudente, o fazendeiro e advogado Rodrigo Macedo, dono da Fazenda Iara, de 560 alqueires, em Euclides da Cunha Paulista.   Para proteger suas terras, com 1.100 cabeças de gado, ele contratou quatro seguranças. "Aconselho os fazendeiros a fazerem o mesmo, pois o MST não respeita nem a Justiça", disse.   Macedo não se conforma por ter sido preso dentro de sua fazenda, que considera produtiva, durante a invasão no mês passado. "Fui torturado por sem-terra encapuzados, apanhei muito, levei coronhadas e me trancaram num quarto antes da chegada da polícia. Jogaram gasolina e ameaçaram incendiar. Festejaram a minha prisão com churrasco, matando oito bois da minha fazenda. O direito de propriedade não existe?", perguntou.   Ele negou que tenha atirado nos invasores, acusação que o deixou seis dias na cadeia.

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